sexta-feira, 14 de maio de 2010

“Ele sela as mãos de todo homem, para que conheçam todos os homens a sua obra”. Jó 37:7

É comum nos esquecermos de Deus, mesmo quando estamos na igreja. A humanidade falha se esquece do seu Criador, se volta para as coisas do mundo, e não olha para a essência da sua vida, do seu ritmo, do seu caminho.

O homem se envolve com todos os problemas, desde os coletivos até os pessoais, e muitas vezes, mesmo levando uma vida aproximada com o mundo espiritual, se esquece do seu Deus, até porque este é o principal objetivo do diabo, que vive de armar suas redes pelo caminho, a fim de que o homem se desvie, se afaste e se esqueça do que realmente interessa: Deus!

Mas a Bíblia, que é a Palavra da boca do próprio Deus, nos diz que nossas mãos estão seladas com um único sentido: que conheçamos a sua obra; a obra de Deus. Então, um dia, mesmo que nunca tenhamos parado para pensar em Deus, nas suas coisas e, sobretudo, na sua obra, mesmo que seja na hora da morte Deus nos mostrará o seu poder, porque esta é a sua vontade selada em nós: que conheçamos a sua obra.

A Bíblia também diz que “Deus é grande, e nós não o compreendemos...” (Jó 36:26), logo, penso que não devemos questionar essas coisas de Deus. Apenas creio que é melhor parar, observar e contemplar a obra de Deus na minha vida. É melhor assim, porque lutar contra isso ou fazer de conta que isto não é um fato, é sofrer ainda mais; é continuar perdido olhando para o infinito como se contemplasse a cor do vento.

Às vezes é importante parar, no quarto, sozinho, olhar para trás a fim de procurar, em nossa vida, onde a obra de Deus foi feita. Sim! Porque ela é feita diariamente para que permaneçamos vivos. Todos os dias Deus nos livra da morte e das garras envenenadas daquele que quer nos matar, roubar e destruir.

Muitos pastores perdem seu tempo e comprometem sua denominação evangélica, e consequentemente o seu rebanho, dando especial atenção à coisas que não tem explicação. Um exemplo claro é o casamento. Diz o ditado que “o que Deus une, homem nenhum separa”. Logo, é obvio que, se um casal se separa, é porque aquela união foi feita apenas na carne, e não no mundo espiritual; não no coração de Deus; não dentro da sua vontade.

E isto ocorre porque somos livres para escolher. Podemos escolher fazer a nossa vontade, ou a vontade de Deus. Portanto, uma separação pode ser obra de Deus na vida de uma [ou mais] pessoa. Todos hão de conhecer a obra de Deus, e quem são esses homens ditos líderes religiosos para questionarem acontecimentos que fogem à compreensão humana?

Uma acidente, uma morte, uma catástrofe, enfim, qualquer coisa que aconteça, natural ou provocada pelo homem, pode ser o mover da obra de Deus em nossas vidas.

Não estou dizendo para que os casais que estejam enfrentando algum tipo de problema neste momento, ao lerem este texto, se separem. Estou apenas justificando alguns acontecimentos que, muitas vezes fogem à compreensão.

Meus pais se separaram quando eu tinha 18 anos. Aparentemente não havia motivos. Ninguém entendeu porque aquilo estava acontecendo. Hoje entendo que, para mim, por exemplo, este fato foi um marco em minha vida. Longe estou de afirmar que a separação aconteceu em torno da minha existência, mas para todos os que conheciam os meus pais, a separação não teve explicação. Ao bem da verdade, acredito que, até hoje, nem mesmo meus pais saibam, verdadeiramente, porque se separaram.

E quem são os homens para levantarem questionamentos a respeito dessa separação. Eu também não sei qual a obra por detrás disto tudo. Não quer dizer que se meus pais tivessem permanecidos no casamento, e eu dentro de casa com meus irmão, teria me tornado uma pessoa melhor. Acredito que tudo o que aconteceu depois desta separação, teve que acontecer por fazer parte de um grande plano; de uma grande obra divina em nossas vidas.

Quando fui morar com minha ex-esposa, Rafaela, ela tinha uma filha de dois anos de idade. Izabela foi minha alegria por cinco anos, até que faleceu repentinamente, de um dia para o outro, sem explicação aparente. Não sei, até hoje, por que isto ocorreu em nossas vidas, mas foi o de mais marcante que vivi em meus 36 anos de idade até o momento. É a obra de Deus sendo manifesta além de nossa vã compreensão.

Menos de um ano depois da morte de Izabela, eu estava me separando de Rafaela. Por que? Isto eu pergunto, já que ninguém jamais poderá me dar um resposta certeira; ninguém jamais poderá questionar os motivos que nos moveram para este impasse em nossa existência.

Hoje estou aqui escrevendo tudo isto. Quero crer em uma obra sobrenatural na minha vida, que me ajude a salvar minha própria alma, e que consequentemente sirva de alento para ajudar a salvar a alma de quem também estiver precisando, assim como estou. Amém!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O dia em que Deus mostrou Cosme e Damião ao meu filho – Como resolver um problema com o filho sem se estressar com isto

Provérbios 22:6 – “Educa a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”

Meu filho João Gabriel é um menino saudável, inteligente e abençoado por Deus. Gosta de jogar bola de gude e de soltar pipa. A respeito desta última brincadeira eu o vinha advertindo sobre os perigos com as linhas de cerol e com o fato de ficar correndo atrás das pipas que estão caindo do céu.

Como todo menino saudável com quase 12 anos, às vezes obedece, e às vezes desobedece.

Por último ele se juntou com um jovem desocupado que tem mais de 20 anos de idade. O jovem cozinhou um cerol de primeira no fundo do quintal e o João veio me mostrar o material todo empolgado. “Olha pai que cerol filé... ninguém sabe do que é feita essa massa... ele [o rapaz] não conta pra ninguém”, disse o meu filho.

“João – adverti – não quero que você ande com esse rapaz soltando pipas, muito menos com cerol. Soltar pipas com cerol é crime que dá cadeia e pode tirar a vida de alguém, se uma linha dessas passar no pescoço de um motoqueiro, por exemplo. Não quero você com esse rapaz”, expressei.

Mas o João voltou a brincar com o amigo bem mais velho. Eu que estava trabalhando no escritório que fica mesmo em casa, percebi. Mas ponderei muitas coisas e preferi não chamar-lhe a atenção. Sou do tipo que não discute os mistérios de Deus. Há coisas óbvias que a gente discute e pondera, mas há coisas que é melhor deixar Deus resolver, como esta.

O que eu estou querendo dizer é que, ao perceber que o João havia voltado a brincar com o rapaz, eu como pai bem poderia tê-lo trazido de volta para dentro de casa, advertido-o novamente e ter-lhe dado um castigo qualquer. Mas como disse, deixei-o lá, porque eu quis, porque achei melhor, porque tinha certeza que esse problema seria corrigido, de uma forma ou de outra.

Minha pouca experiência como pai já me ensinou o seguinte: não adianta querer “empurrar” nada de “goela abaixo” nos filhos. Às vezes é necessário, mas na maior parte do tempo é melhor deixa-los aprender com as próprias experiências e, consequentemente, com as próprias dores. Nós como pais e mães não somos, naturalmente, propensos a isto, mas se analisarmos essa questão, sob os mais variados aspectos, veremos que nossos filhos aprenderão muito mais “quebrando a cara” na nossa presença, do que, depois, “quebrando a cara” no mundo.

Pois bem, durante todo esse dia o João brincou com o jovem desocupado. Em local seguro, derrubaram umas duas ou três pipas adversárias com o cerol. O João até vendeu pipa e ganhou dinheiro com a brincadeira, proeza que veio contar sorridente ao final da tarde, quando lhe chamei a atenção novamente.

À noite João teve um sonho.

Segundo relatou, ele soltava uma pipa que caiu. Correu para apanha-la como as crianças fazem, mas ao chegar no local onde caíra, viu dois meninos que se adiantaram, pegaram a pipa e saíram correndo. Ele não viu quem eram os meninos. Apenas correu atrás deles pedindo para que devolvessem o perigoso brinquedo.

E os meninos correram bastante até que chegaram a um homem que também estava de costas. Esses dois meninos entregaram a pipa para o homem e saíram. Então João, meu filho, chegou para o homem e disse: “Ou, devolve a minha pipa aí”. O homem ficou de costas por mais um segundo, e virou-se.

E João conheceu quem era o homem. Ele era o meu pastor Josafá Xavier, o líder da minha cobertura na Visão Celular; aquele que ora por mim e por minha família. Com sua brandura costumeira, Josafá quebrou a pipa em suas mãos e olhando para o menino apenas disse: “Não pode!”, ao que João acordou.

Eu estava no banheiro quando ouvi João contando o sonho para minha esposa Rafaela Del Negri, sua mãe. De lá mesmo eu disse: “Então hoje Deus te mostrou Cosme e Damião, dois demônios com características de criança, para que você conheça e saiba quem está te influenciando, em primeiro lugar, a me desobedecer, e em segundo lugar, a fazer o que não deve, uma vez que eu te disse que soltar pipa com cerol é crime, ou seja, você, ontem, participou de uma brincadeira criminosa o dia todo, apesar de eu ter te advertido”.

João ficou impactado. A mãe ficou em silêncio. Na noite seguinte Rafaela teve um sonho com os mesmos meninos, confirmando assim o que eu havia afirmado, para honra e glória do nome do Senhor Jesus. Tenho certeza que João, inteligente como é, terá outras brincadeiras para brincar, inclusive com amigos de idades compatíveis, sem que eu me estresse com isto. Amém!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Considerações sobre a Prosperidade no meio evangélico

Por: Arnaldo B. T. Martins

Palavra do Senhor em Deuteronômio 30:9

Falar de Jesus Cristo, de Deus e das Obras do Espírito Santo ao mesmo tempo em que se fala de dinheiro e prosperidade dentro das igrejas evangélicas no Brasil é muito complicado. Mas quando se tem uma Bíblia ao lado a tarefa fica simples, porque Deus é assim, simples.

O amigo e já “Colunista” do PBURGENTE, Adalberto Alves de Souza escreveu um rico artigo falando da Prosperidade no meio evangélico, e o quanto o assunto desvirtuou grande parte das igrejas do nosso tempo. Verdade é que muitos homens estão se aproveitando, sem nenhum escrúpulo, da palavra “Prosperidade”, mencionada dezenas de vezes na Bíblia Sagrada, para falar de riquezas e, sobretudo para enriquecerem seus milionários empreendimentos que vão desde templos espalhados por vários países até redes de comunicação emaranhadas em um complexo sistema de rádio, TV, sites e jornais impressos.

Tudo isto, e muito mais, é verdade. Mas é verdade também que o próprio Senhor AMA a prosperidade de seus servos: “O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade do seu servo” (Salmos 35:27). No Salmo 122, versículo 7, há uma DETERMINAÇÃO de Prosperidade onde se lê: “Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios”. Ainda em outro Salmo o salmista disse que “Prosperidade e riquezas haverá na sua casa” (Salmo 112:3).

Mas quando se trata de “promessas” as igrejas da atualidade estão mais focadas às promessas feitas a Abraão, a Isaque e a Jacó, onde Deus, pessoalmente, por várias vezes confirmou suas promessas a essas três gerações: “E o Senhor teu Deus te fará prosperar em toda a obra das tuas mãos, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto da tua terra para o teu bem; porquanto o Senhor tornará a alegrar-se em ti para te fazer bem, como se alegrou em teus pais” (Deuteronômio 30:9). A partir dessas promessas de Prosperidade é que muitas igrejas tem-se focado, algumas pregando a verdade, outras pregando mentiras, mas, em geral, a maioria causando grande confusão.

Se analisada, sob vários aspectos, a Bíblia quase nunca relaciona prosperidade com riqueza. Quando a Bíblia se refere ao “homem próspero”, a palavra geralmente é de Bênção e da vontade do Senhor, mas quando a Bíblia fala do “homem rico”, mais provavelmente se mencionará no sentido contrário.

Vimos á pouco que o Senhor ama a Prosperidade, mas: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos” (1 Timóteo 6:17). Em várias passagens o Senhor exorta os ricos, pois, ao que se nota, mais fácil é para os ricos se desviarem do Caminho, do que os prósperos.

Há um versículo, reafirmado na Bíblia, onde fica claro que para os ricos o reino de Deus é mais difícil.

Esse versículo costuma ser analisado e estudado pelos entendidos das letras; por historiadores que explicam com palavras difíceis a História da Bíblia, mas, como também já disse, Deus é simples como a sua Palavra, e ai daquele que mudar uma vírgula dela, ainda mais com o objetivo de confundir e enganar os desprovidos de conhecimento. Entendo que essas articulações palavreadas não passam de argumentação, apesar de todo estudo empenhado em explicar o simplesmente inexplicável:

“E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19:24; Lucas 18:25...). Como disse, não há base para argumentações que vão contra a Palavra de Deus. E ela diz, nesta passagem, não que seja impossível, mas que é muito difícil para o rico, o homem de bens materiais, o homem que para fins do ouro e da prata se inclina, para este, a entrada no reino do Senhor.

Portanto, seja o próspero ou, seja o rico, todos estarão sob as graças de Deus se buscarem PRIMEIRO o seu reino: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

Diz a Bíblia que o Senhor “esquadrinha os corações” (1 Crônicas 28:9), e que “o Senhor sonda os corações” (Provérbios 21:2). Portanto, esses pastores, apóstolos, ministros ou simplesmente pregadores da Palavra, se estiverem usando a “Prosperidade” de Deus a fim de aglutinarem riquezas em torno de seus próprios interesses, eis que, conforme vimos, Deus está sondando o desejo dos corações, e nada deverá passar encoberto diante da presença do Senhor.

Sabemos que é verdade o envolvimento de grandes personalidades da religião moderna com escândalos financeiros que ultrapassam as fronteiras dos países. Sabemos que “autoridades” evangélicas foram e são presas por envolvimentos ilícitos; que estão sendo investigadas pela polícia; e até que sonegam impostos, tudo sob o vergonhoso pano da “oferta”, através de verdadeiras lavagens cerebrais em discursos que podem durar mais de uma hora, dentro de um templo, com uma dessas “autoridades” pedindo dinheiro aos fiéis.

Mas, por outro lado, não é isto que vai servir de justificativa para que as pessoas deixem de prestar seu culto ao Senhor dos Exércitos na igreja, porque esta é a vontade de Deus quando o salmista diz: “Louvai ao Senhor. Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor na congregação dos santos” (Salmos 149:1). Ora, o que são aqueles que estão na presença pura e verdadeira de Deus, porque eles existem sim, desprendidos dos desejos do seu coração, buscando a Presença do Todo Poderoso, senão, santos? Logo, é nos templos, nas igrejas, que se reúnem os santos e, portanto, é preciso que estejamos aí, porque esta é a vontade de Deus.

Em tempos de chegada de um novo ano em nossas vidas, é da vontade do Senhor que ele, o ano vindouro, seja próspero para nós. Mas em primeiro lugar que essa prosperidade seja espiritual: que prosperemos em buscar a presença de Deus; que prosperemos em louvar o nome do Senhor; que prosperemos em agradecer a Deus por todas as coisas; que prosperemos na caminhada em Cristo Jesus; que prosperemos na comunhão com o Espírito Santo de Deus, porque assim o próprio Deus nos prosperará nas riquezas, e por que não dizer, conseqüentemente nos bens materiais?

Se estamos na presença do Senhor, todos os nossos bens são da Sua vontade: “E o Senhor teu Deus te fará prosperar em toda a obra das tuas mãos, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto da tua terra para o teu bem” (Deuteronômio 30:9).

A ilusão de “ofertar” sob a pressão psicológica e estrategista dos inescrupulosos das religiões, ou até mesmo de “dizimar” sob a mira de alguns abutres capitalistas, grandes ou pequenos que, pensando em si mesmos tentam barganhar a salvação alheia em troca de dinheiro, deve ser banida da vida dos justos, porque a Bíblia diz que “o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas” (Deuteronômio 10:17), “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:7).

A todos quantos lêem estas palavras, eu, servo do Senhor digo: “Não são estas palavras apaixonadas pela sentimentalidade humana e corriqueira, mas são palavras de Fé na presença do Espírito Santo de Deus, que sonda os corações”. Amém.